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A missão do IMIP: veja artigo do pediatra João Guilherme

O pediatra e diretor de Ensino do IMIP, João Guilherme, publicou um artigo na edição do dia 13 de junho, data em que o Instituto completou 60 anos, no Diario de Pernambuco. Na publicação, ele fala sobre a missão inicial do Instituto de assistir crianças carentes.  

Leia abaixo o artigo completo:

A missão do IMIP

O Instituto de Medicina Infantil de Pernambuco (IMIP) foi criado em foi criado em 13 de junho de 1960 pelo Prof. Fernando Figueira, com a missão de assistir a criança carente dentro dos mais avançados padrões científicos e contribuir tanto para a formação de recursos humanos de elevado padrão, como para a busca de conhecimento novo dentro da área da saúde. Nesses 60 anos de existência, essa missão de assistir, ensinar e pesquisar vem sendo veementemente defendida pela instituição.

Desde o início, o Prof. Fernando Figueira doutrinava seus alunos para que assistissem as crianças com respeito, carinho e atenção. A criança não tinha culpa de ter nascido em um berço de ouro ou de palha, mas tinha direito à saúde e a sua vida era o seu bem mais sagrado. Essa ameaça à vida da criança pobre, em especial por doenças de causa social, aquelas que só atingem aos pobres, o deixava torturado. Daí a opção preferencial do IMIP pelos menos favorecidos de nossa sociedade. Para ele, acertadamente, os cuidados com a criança deveriam ter início ainda na vida intrauterina.

Considerava o obstetra como o primeiro pediatra e, ao observar o tempo perdido pelas mães enquanto aguardavam o atendimento de seus filhos, passou a imaginar uma forma de aproveitar essa oportunidade para assistir o binômio mãe-filho. Assim, o IMIP, após preparar toda uma infraestrutura e os recursos humanos necessários, em 1993, passou a assistir, além da criança carente, também a sua mãe. Manteve a sigla, IMIP, mudando apenas o nome para Instituto Materno-Infantil de Pernambuco.

A sua angústia, em seguida, passou a ser a de deixar desassistidas aquelas crianças quando completavam determinada idade e não podiam mais ser atendidas na pediatria. Para ele, o IMIP estava deixando aquelas crianças órfãs. Mais uma vez, desenvolveu várias ações e, nos anos 90, o IMIP começou a atender ao adulto e foi expandindo essa assistência para praticamente todas as especialidades médicas. Após a sua morte em 2003, seus discípulos o homenagearam mudando, mais uma vez, o nome do IMIP, agora Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira.

Esse processo de assistência integral à família carente foi ainda mais impulsionado com o restauro do Hospital Pedro II, em compromisso assumido com a Santa Casa de Misericórdia em 2006. Hoje o IMIP representa o maior complexo hospitalar do Norte-Nordeste do país inteiramente dedicado ao SUS. São 69.000 m2 de área construída em 15 blocos, 1.075 leitos e 168 consultórios, onde são realizados, por ano, mais de 800.000 consultas, 33.000 internamentos, cerca de 6.000 partos e 500 transplantes. Na área do ensino, o Prof. Fernando Figueira criou uma escola de pediatria no IMIP na década de 60, reconhecida como exemplar no Brasil e no mundo.

Estabeleceu o primeiro programa de residência médica em Pediatria do Norte-Nordeste e, nos anos 70, o primeiro programa de mestrado em Pediatria. Na década de 80, o IMIP já era um dos locais mais procurados no Brasil para estágios na área da saúde. Entretanto, ele identificava carências na formação dos jovens médicos e isso atentava contra os pacientes. Passou, então, a idealizar uma escola médica padrão. Para isso, pensou inicialmente em formar seus professores e criou, em 1993, um programa de pós-graduação.

Esse sonho se tornou realidade através de seus seguidores com a criação da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) em 2005. Hoje, o IMIP recebe mais de 2.000 alunos por ano em seus diversos programas de graduação e pós-graduação (residência, mestrado, doutorado e pós-doutorado), em todas as áreas da saúde.

Em relação à pesquisa, o IMIP, desde a sua criação, tinha o compromisso de contribuir para a aquisição do conhecimento novo, adequado à realidade nordestina. Para isso, o Prof. Fernando Figueira também não poupou esforços e várias contribuições importantes à saúde foram colhidas de estudos realizados no IMIP: aperfeiçoamento da reidratação oral, recuperação nutricional de crianças gravemente desnutridas, práticas de incentivo ao aleitamento materno, relactação (técnica para o bebê voltar a mamar no peito), cuidados especiais aos prematuros (método Mãe Canguru), entre várias outras.

Mais recentemente, o IMIP registrou a maior experiência com o vírus Zika no Brasil. Nesta grave pandemia da COVID19, vários estudos estão sendo desenvolvidos e, em breve, essas contribuições serão divulgadas. Atualmente, o IMIP publica mais de 100 artigos científicos em periódicos internacionais. “É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca”. Essas palavras de Dom Hélder Câmara, grande amigo do Prof. Fernando Figueira e benfeitor do IMIP, permanecem resplandecendo a missão do IMIP.

(*) João Guilherme - Médico, diretor de ensino do IMIP e discípulo do Prof. Fernando Figueira

Publicado em 15/06/2020 11:01

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