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OPINIÃO

Em artigo publicado no Jornal do Commercio, presidente do IMIP lembra sua relação com o futebol

O presidente do IMIP, professor Gilliatt Falbo, não esconde sua paixão pelo futebol. Torcedor do Sport Club do Recife, ele lembra sua relação com o esporte, tece comentários sobre como essa paixão brasileira mudou nos últimos anos e aponta como isto é visto nos jogos da Copa do Mundo 2018 em artigo publicado na edição de sábado (30) do Jornal do Commercio. 

Confira o artigo completo:

A culpa é de Bearzot

Aos seis anos, fui, com meu pai, que era médico do Sport, assistir ao meu primeiro jogo de futebol. Foi um Santos X Sport na Ilha do Retiro, semifinais da Taça Brasil. Lá estavam Pelé, Gilmar, Mauro, Zito, Coutinho e Pepe. Meus conhecidos do álbum de figurinhas da Copa de 1962. No Sport jogavam: Alemão, Nenzinho, Bria, Tomirez, Leduar, Laxixa, Djalma, Bitencourt. O jogo foi 1x1, gols de Coutinho e Adelmo. Nunca esqueci esta noite. Assisti ao jogo do placar do Sport. Fiz xixi na escada para não perder um só lance, o que me valeu um carão do diretor do clube, Gilberto Duque.

Na minha família, futebol é coisa séria. Meu avô não perdia a oportunidade de culpar Flavio Costa pela derrota de 1950. “Se tivesse convocado Heleno não perdíamos a Copa”, repetia. Heleno de Freitas, segundo ele, foi o maior center forward de todos os tempos. Jogava no ataque da Canarinha, foi campeão sul-americano em 1949, com um ataque composto por Ademir Menezes, Heleno, Jair da Rosa Pinto, Tesourinha e Zizinho. Coisa de fazer inveja a qualquer país, em qualquer época. O esquema tático da época era o WM e se jogava com cinco atacantes. Posteriormente foi adotado o sistema 4-2-4 com um volante, um meia e quatro atacantes. Em 1970, já se utilizava o 4-3-3, três atacantes. No Brasil, só eram atacantes natos Jair e Pelé. Rivelino, Tostão, Gerson eram meio-campistas nos seus clubes, além de Clodoaldo e Piazza, que jogou na zaga. E a cada Copa os atacantes iam rareando. Até que aconteceu uma catástrofe no futebol mundial, em 1982 na Espanha.

O Brasil comandado por Telê Santana levou um time cheio de artistas da bola. Um ballet de criatividade e fantasia pura. A bola entrava no gol e ia para as redes sem dificuldade, como se fosse da sua natureza. No caminho para a vitória final, encontramos a Itália. Pela primeira vez na história do futebol, um técnico escalou uma equipe com um único atacante. Um atacante para enfrentar aquele Brasil de 82? Sim, Paulo Rossi. O que hoje chamamos de time que joga por uma bola era a seleção italiana no Sarriá e ela conseguiu jogar por três bolas. Uma tragédia para o Brasil e para o futebol mundial. Depois disso, o gol passou a ser “um detalhe”. O que era a apoteose passou a adereço. Hoje, quando vejo nos jogos da Copa da Rússia esquemas táticos 4-1-4-1 ou 5-4-1, que mais parecem uma zorra de pelada, fico pensando: os craques brasileiros desistiram de fazer gols para se tornarem celebridades? Sinto saudades do meu avô, de Heleno, de Ademir, de Zizinho, os quais nunca vi jogar. Sinto desprezo por Bearzot, o técnico da Itália em 1982, pelo mal que ele fez ao futebol.

 

l Gilliatt Falbo é torcedor de futebol e presidente do Imip

Publicado em Mon Jul 02 07:04:00 CDT 2018

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