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Tratamento adequado e autocuidado podem ajudar paciente hemofílico a manter estilo de vida ativo

O Dia do Hemofílico, comemorado nesta segunda-feira (4), tem o objetivo de chamar atenção para a hemofilia, um grupo de doenças genéticas hereditárias que prejudicam a capacidade do corpo humano em controlar a circulação do sangue, além de dificultar o processo da coagulação, que é usado para parar hemorragias.

O sangue é feito por várias substâncias, em que cada uma tem uma função. Algumas delas são as proteínas chamadas fatores da coagulação, que ajudam a estancar as hemorragias. Quando alguma parte do corpo sofre algum corte, as proteínas entram em ação para estancar o sangramento. Esse processo é chamado de coagulação.

A pessoa com hemofilia não possui um desses fatores em quantidade ou qualidade suficiente. Por isso, o seu sangue demora mais para formar um coágulo. E quando ele se forma, não é capaz de interromper o sangramento.

Embora a hemofilia seja uma doença para toda a vida, com o tratamento adequado e o autocuidado, a maioria das pessoas pode manter um estilo de vida ativo e produtivo.

A hemofilia é mais freqüente em homens e isso acontece porque a doença é fruto de um defeito genético no cromossomo X. Como as mulheres têm dois cromossomos X, enquanto os homens têm apenas um, o gene defeituoso está garantido a se manifestar em qualquer homem que o carrega. Como as mulheres têm dois cromossomos X e hemofilia é rara, a chance de uma mulher ter duas cópias defeituosas do gene é muito remota.

Os sintomas característicos da hemofilia variam de acordo com a gravidade. Pacientes com hemofilia mais grave sofrem sangramentos mais graves e mais frequentes, enquanto os pacientes com hemofilia leve geralmente sofrem os sintomas mais leves, exceto após cirurgia ou trauma grave. Hemofílicos moderados têm sintomas variáveis que se manifestam ao longo de um espectro entre formas graves e leves.

Origem data

A data foi instituída no Brasil no dia 4 de janeiro porque lembra a morte do escritor e cartunista brasileiro Henrique de Souza Filho, o Henfil, e dos seus irmãos, que possuíam a doença e que, por conta das transfusões de sangue que antes eram necessárias para controle da patologia, contraíram o vírus HIV, em 1988.

Tratamento

Não há cura para a hemofilia, mas existem vários estudos que procuram a melhora do tratamento. O controle da doença é feito com injeções regulares dos fatores de coagulação deficientes. Dependendo da severidade da patologia, são necessárias aplicações mais frequentes de plasma, o componente líquido do sangue. Fisioterapia também é aconselhada, por diminuir a chance de hemorragias, por conta do fortalecimento muscular.

Publicado em 04/01/2021 08:01

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